Geração distribuída no Brasil: desafios e soluções do ONS
August 28, 2025
3 minutos

Geração distribuída no Brasil: desafios e soluções do ONS

Como o excesso de energia solar do Brasil esgotou o sistema e o que o ONS propõe: baterias, controle, leilões, ferramentas de monitoramento e flexibilidade para dar segurança.

A geração distribuída no Brasil está transformando o setor elétrico, mas também trazendo novos riscos para a operação do sistema. No dia 10 de agosto de 2025, o Operador Nacional do Sistema (ONS) registrou uma situação inédita: segundo, O GLOBO, a geração solar distribuída correspondeu a 37,6% da demanda entre 13h e 13h30. Isso forçou o corte de quase toda a produção eólica e solar centralizada disponível naquele momento (98,5% do potencial).

Esse episódio mostrou que, sem ajustes regulatórios e tecnológicos, o crescimento acelerado da geração distribuída pode comprometer a confiabilidade da rede elétrica, mesmo em um país destaque em renováveis como o Brasil.

Como a geração distribuída impacta a operação do sistema

O grande desafio da geração distribuída no Brasil é a falta de controle em tempo real. O ONS não consegue medir nem despachar o quanto os consumidores injetam na rede, o que dificulta o equilíbrio do sistema. Além disso, parte das hidrelétricas e térmicas precisa permanecer conectada para fornecer inércia e potência reativa, reduzindo a flexibilidade em momentos críticos. 

Esse cenário mostra a necessidade de modernizar regras e ampliar a coordenação entre geração centralizada e distribuída. Especialistas apontam que o problema não está no crescimento da GD em si, mas na ausência de ferramentas de gestão que transformem esse recurso em aliado da confiabilidade energética.

Soluções para tornar a geração distribuída no Brasil mais segura

Para que a expansão da geração distribuída no Brasil se torne sustentável, 4 soluções são fundamentais:

  1. Inversores inteligentes:  capazes de dar suporte à frequência e tensão da rede;
  2. Agregadores de energia: que reúnam pequenos geradores e os disponibilizem ao ONS como um recurso de flexibilidade;
  3. Armazenamento em baterias: essencial para deslocar a energia solar produzida no horário de pico para períodos de maior consumo, como o fim da tarde;
  4. Ferramentas de monitoramento e centralização de dados: que permitam ao operador visualizar em tempo real o desempenho da geração, antecipar riscos e integrar dados de diferentes regiões em um painel unificado.

Combinadas, essas medidas podem reduzir o corte de renováveis centralizadas e dar mais segurança ao sistema.

O papel dos leilões e da complementaridade das fontes

Outra frente necessária é a retomada dos leilões de energia, parados nos últimos anos. Eles garantem previsibilidade na expansão e permitem contratar potência firme para os momentos em que as renováveis não conseguem atender sozinhas. 

Além disso, sinais econômicos adequados ajudam a valorizar recursos como biomassa, pequenas hidrelétricas e resposta da demanda. No Brasil, a complementaridade entre solar, eólica e hidrelétrica é um diferencial que deve ser melhor explorado. Dessa forma, a geração distribuída no Brasil pode crescer sem comprometer a confiabilidade do sistema elétrico, transformando picos solares em vantagem competitiva e sustentável.

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Fonte: O GLOBO, 19 de Agosto de 2025

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